segunda-feira, 31 de outubro de 2011

...menear



Presença de paz a ausência me faz gente demais cansaço extremo busco flanar na areia em passos tranquilos o crepúsculo a me embalar e o vento o diáfano carregando melodias a exaltar o sentimento que as palavras ali querem saltar de ser tão entreaberta de certo universo.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Textinho antigo que encontrei ao acaso...


Hoje parei para pensar enquanto minha febre aumentava...
Como é?
Como é estranho sentirmos tanta falta de alguém, caminhar e pensar no caminhar dessa outra pessoa, falar e ao pronunciar lembrar-se das mesmas palavras que você ouvia da boca da outra, sentir um aroma e não se identificar, porque seu olfato já selecionou um cheiro significativo que vai nortear seu prazer àquela fragrância.
Como é escutar uma música e querer mostrar ao mundo o quanto é real o momento que você está vivendo, dormir e sonhar com a pessoa ao seu lado, viajar na aula de lingüística pensando no que a pessoa deve estar sentindo, é você ser paquerada e não se sentir livre e aberta para receber e compartilhar daquele instante, são redes sociais que demonstram felicidade e capacidade todo momento e você olha tudo isso e se pergunta, Será mesmo tudo aquilo?
Como é comer alguma coisa e se remeter automaticamente a pessoa comendo a mesma coisa em um determinado lugar falando tais coisas com você, é sentir saudades da companhia enquanto a cidade dorme e você não, é a vida te dando presentes e te fazendo caminhar e você querendo compartilhar todos esses momentos com quem? Com a mesma pessoa.
Seu corpo pedindo cuidado, carinho, toque, prazer e toda sua razão gritando loucamente que não, é sua mágoa e seu entendimento a beira da loucura, já cansados de tanto, e ainda sim seu coração palpitando a milhões por hora se rasgando no sim.
É o cuidado de não se permitir por causa de um sentimento, é o medo da distância, dos dias, das pessoas, da solidão, é a falta de esperança de vivenciar os mesmos dias, momentos, palavras, toques. É de fato um se fechar para uma entrega na vida.
Como é imaginar outra pessoa tocando tudo àquilo que te completa, que te basta, como é imaginar que tudo que foi dito se perdeu em curto prazo, é entender que nada é cuidado, nada é fácil.
Pensamos,não pensamos, agimos e não agimos, queremos, mas sempre lutamos por não, fazemos pelo não, buscamos o não.

Não a entrega, não a conquista, não a divisão, não ao entendimento, não a conclusão, não...
Quando vamos para e começar a dizer sim, para aquilo que nos faz feliz, independentemente de convenções, de preceitos, de padrões, de nós? Nós... Acabamos com tudo, acabamos com o nada e assim acabamos com o que nos resta, a possibilidade de um caminho suave.

Amor? Sentimentos? Qualidades? Confiança? Desejo? Força? Decisão?

Sim, tudo isso e mais um turbilhão de sensações...
MAS NÃO... Nada disso é extremamente significativo.