sexta-feira, 21 de julho de 2017

Dia 12 é um dia de comemorar 1+2. É importante comemorar o um pq não há como amar em dois se não amar a si primeiro. No dia em que se comemora o dias dos namorados(as), não há festividade maior que reconhecer no encontro a possibilidade de outros, de alma, de vontade, de falta e de entrega. Não mande flores sem cartão, não se encontre sem amor, não relacione sem disposição. O amor como sentimento mais nobre que existe carece de reciprocidade e não há manifestação mais digna que o desejo de estar perto, perto de tudo, perto do outro e perto de nós. Amemos! Intensamente, desejosamente, completamente!  
                                 Cristhéfany Buozi 
Até mesmo quando se trata de sexo, a mim pulsa amor, pois genitália por genitália tenho a minha, sexo por sexo é uma consequência direta, é pequena. Prescindo do outro para irradiar energia, compartilhar condições sinestésicas. Como não sou vazia, não ignoro palavras, afetos e intimidade. Não é como  uma prece de amor, mas é exatamente o contrário, até mesmo numa manifestação de prazer há a necessidade de "amor", pela entrega, pelo toque, pelo desejo e tudo que se cumpre a esse redor. Se me imagino com alguém é pq essa pessoa é diferente dos outros e naquele instante, embora possa ser único e último é tudo que importa.

Cristhéfany Buozi

segunda-feira, 30 de abril de 2012



Tanto, entre tantos(as)
Desorientar o adquirido
Refutando - consciente
A procurar o esquema
Exaurindo dessa permanência ...


esvaindo...

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Acabei de chegar do show mais lindo e mais inexplicável que eu já fui: Oswaldo Montenegro.
...e pra continuar nesse infinito de sensações e sentimentos, mais um pouquinho de tanto...


Deixa em cima desta mesa a foto que eu gostava
Pr'eu pensar que o teu sorriso envelheceu comigo
Deixa eu ter a tua mão mais uma vez na minha
Pra que eu fotografe assim meu verdadeiro abrigo
Deixa a luz do quarto acesa a porta entreaberta
O lençol amarrotado mesmo que vazio
Deixa a toalha na mesa e a comida pronta
Só na minha voz não mexa eu mesmo silencio
Deixa o coração falar o que eu calei um dia
Deixa a casa sem barulho achando que ainda é cedo
Deixa o nosso amor morrer sem graça e sem poesia
Deixa tudo como está e se puder, sem medo
Deixa tudo que lembrar eu finjo que esqueço
Deixa e quando não voltar eu finjo que não importa
Deixa eu ver se me recordo uma frase de efeito
Pra dizer te vendo ir fechando atrás da porta
Deixa o que não for urgente que eu ainda preciso
Deixa o meu olhar doente pousado na mesa
Deixa ali teu endereço qualquer coisa aviso
Deixa o que fingiu levar mas deixou de surpresa
Deixa eu chorar como nunca fui capaz contigo
Deixa eu enfrentar a insônia como gente grande
Deixa ao menos uma vez eu fingir que consigo
Se o adeus demora a dor no coração se expande
Deixa o disco na vitrola pr'eu pensar que é festa
Deixa a gaveta trancada pr'eu não ver tua ausência
Deixa a minha insanidade é tudo que me resta
Deixa eu por à prova toda minha resistência
Deixa eu confessar meu medo do claro e do escuro
Deixa eu contar que era farsa minha voz tranqüila
Deixa pendurada a calça de brim desbotado
Que como esse nosso amor ao menor vento oscila
Deixa eu sonhar que você não tem nenhuma pressa
Deixa um último recado na casa vizinha
Deixa de sofisma e vamos ao que interessa
Deixa a dor que eu lhe causei agora é toda minha
Deixa tudo que eu não disse mas você sabia
Deixa o que você calou e eu tanto precisava
Deixa o que era inexistente e eu pensei que havia
Deixa tudo o que eu pedia mas pensei que dava...

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

...menear



Presença de paz a ausência me faz gente demais cansaço extremo busco flanar na areia em passos tranquilos o crepúsculo a me embalar e o vento o diáfano carregando melodias a exaltar o sentimento que as palavras ali querem saltar de ser tão entreaberta de certo universo.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Textinho antigo que encontrei ao acaso...


Hoje parei para pensar enquanto minha febre aumentava...
Como é?
Como é estranho sentirmos tanta falta de alguém, caminhar e pensar no caminhar dessa outra pessoa, falar e ao pronunciar lembrar-se das mesmas palavras que você ouvia da boca da outra, sentir um aroma e não se identificar, porque seu olfato já selecionou um cheiro significativo que vai nortear seu prazer àquela fragrância.
Como é escutar uma música e querer mostrar ao mundo o quanto é real o momento que você está vivendo, dormir e sonhar com a pessoa ao seu lado, viajar na aula de lingüística pensando no que a pessoa deve estar sentindo, é você ser paquerada e não se sentir livre e aberta para receber e compartilhar daquele instante, são redes sociais que demonstram felicidade e capacidade todo momento e você olha tudo isso e se pergunta, Será mesmo tudo aquilo?
Como é comer alguma coisa e se remeter automaticamente a pessoa comendo a mesma coisa em um determinado lugar falando tais coisas com você, é sentir saudades da companhia enquanto a cidade dorme e você não, é a vida te dando presentes e te fazendo caminhar e você querendo compartilhar todos esses momentos com quem? Com a mesma pessoa.
Seu corpo pedindo cuidado, carinho, toque, prazer e toda sua razão gritando loucamente que não, é sua mágoa e seu entendimento a beira da loucura, já cansados de tanto, e ainda sim seu coração palpitando a milhões por hora se rasgando no sim.
É o cuidado de não se permitir por causa de um sentimento, é o medo da distância, dos dias, das pessoas, da solidão, é a falta de esperança de vivenciar os mesmos dias, momentos, palavras, toques. É de fato um se fechar para uma entrega na vida.
Como é imaginar outra pessoa tocando tudo àquilo que te completa, que te basta, como é imaginar que tudo que foi dito se perdeu em curto prazo, é entender que nada é cuidado, nada é fácil.
Pensamos,não pensamos, agimos e não agimos, queremos, mas sempre lutamos por não, fazemos pelo não, buscamos o não.

Não a entrega, não a conquista, não a divisão, não ao entendimento, não a conclusão, não...
Quando vamos para e começar a dizer sim, para aquilo que nos faz feliz, independentemente de convenções, de preceitos, de padrões, de nós? Nós... Acabamos com tudo, acabamos com o nada e assim acabamos com o que nos resta, a possibilidade de um caminho suave.

Amor? Sentimentos? Qualidades? Confiança? Desejo? Força? Decisão?

Sim, tudo isso e mais um turbilhão de sensações...
MAS NÃO... Nada disso é extremamente significativo.



domingo, 11 de setembro de 2011

Florita...

...sem pretensões, sem medicamentos, deixar cada sílaba fazer sua cena e viver seus pensamentos!